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sábado, 26 de novembro de 2011

UM HOMEM LIVRE

Penso que nunca conseguirei expressar plenamente  a minha admiração pelo apóstolo Paulo. A sua capacidade de entender  e divulgar  a essência do cristinismo é fascinante. A visão na estrada de Damasco não o cegou, abriu-lhe os olhos.
Paulo conseguiu entender o que é liberdade e viver plenamente livre. Ao pregar aso gálatas ele tentou, sem muito sucesso, explicar o que é ser livre. Foi calmo, esbravejou (Gl 3:1), voltou à calma (Gl 4:12-20), mas parece que não teve o sucesso desejado. É compreensível porque liberdade é algo para ser vivido e não para ser ensinado. É como falar sobre o sabor de uma fruta deconhecida. Se a pessoa não experimentar nunca ficará sabendo o seu verdadeiro sabor.
Vamos analisar algumas expressões de Paulo.
“Rogo-vos sejais como eu”(Gl 4:12) livres do legalismo. Que vos afasteis das pregações dos judaizantes que colocam a lei como sendo necessária para o viver cristão. Quando se apresentou perante Agripa II (At 26:29) ele desejou que todos fossem como ele: preso apenas pelas algemas físicas com que os guardas romanos o conduziram perante o rei. Interiormente ele era livre.
Nessa mesma linha de pensamento ele  disse: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”(1Co 11:1). Ele aprendera com Cristo a suportar os fracos (1 Co 9: 19-23), a não mais fazer distinção social entre homem e mulher, gentio ou judeu  e proceder a contextualizar o evangelho. Ele perdera o medo de investir nas pessoas, de apostar  no poder transformador da graça e de acreditar que o crente precisa de educação e orientação (processo de santificação), mas não de lei (proibição).
Ele aceitou as limtações dos gálatas em entender a sua pregação (Gl 4:12) pois se tornou como um deles, frequentou com eles, insistiu com eles e agora esperava que o aceitassem com a sua liberdade (Gl 4:19, 20).
Paulo imitou a Cristo quanto a ser livre e não no comportamento como se imagina. O comportamento de Cristo, como o de qualquer pessoa, é inimitável porque os contextos não se repetem. Imita-se o caráter e  a postura perante a vida. Cristo era livre porque rompeu  com as práticas discriminatórias da época. Conversou com a samaritana (Jo 4), perdoou a pecadora (Jo 8:1-11) tocou nos leprosos (Lc 5:13) uma classe desprezada, aceitou a ajuda das mulheres (Lc 8:1) numa época em que isso diminuía o valor de um homem, aceitou cobradores de impostos entre os seus discípulos (Lc 5:27-32) e valorizou a oferta da viúva pobre mais do que a oferta dos ricos. Paulo, seguindo o exemplo de Cristo, conseguiu tembém libertar-se.
O autor Cosaert(2011) fez um enorme esforço para transmitir essa mesma mensagem que estou tentando transmitir ao leitor. Ele não conseguiu. Sei disso porque assisti a uma exposição sobre o tema proposto por ele e percebi que nada do que o autor dissera atingia o público e o preletor. Terei eu conseguido?
Nova Andradina, 26 de novembro de 2011.
Antonio Sales                  profesales@hotmail.com

Referência
COASERT, Carl P. O Evangelho aos Gálatas. Lição da Escola Sabatina (Adultos). Out.Nov.Dez. 2011. Tatuí, SO: Casa Publicadora Brasileira, 2011 ( Lição 9).

2 comentários:

  1. E a LIBERDADE foi o primeiro presente dado por Deus às Suas criaturas. Realmente a vida não se resume a uma postura dicotômica: certo e errado, bonito e feio, bom e mal, etc.
    A beleza da vida esta justamente na variedade de possibilidades que a liberdade nos oferece tanto no campo objetivo quanto na subjetividade.
    O aprendizado da liberdade acontece pela experiência pessoal. Deus tirou Israel da Escravidão no Egito e o conduziu para o deserto com o fim de que aprendessem a ser livres;para adentrar numa terra em que poderiam viver de forma plena, respeitando o outro.
    Muitos preferem o peso e as limitações das correntes do que a leveza da liberdade;para muitos "a insustentável leveza da liberdade"; isso implica em assumir os resultados das escolhas e ver nos fracassos novas possibilidades.

    Genival Mota

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  2. Obrigado pela excelente contribuição, amigo Genival.

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